As doze mentes mais brilhantes da história da geologia

Os maiores nomes da geologia de todos os tempos.

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A geologia é ciência que estuda a história da Terra. A história da Terra é a história que minerais, rochas, fósseis, formas de relevo e placas tectônicas nos contam através de bilhões de anos. Os geólogos são os cientistas que exploraram as rochas, mapearam as montanhas, descobriram as eras glaciais e revelaram o funcionamento dos continentes e das profundezas da Terra. São as pessoas que encontraram aquíferos, planejaram minas e estabeleceram o caminho certo para a riqueza baseada em ouro, petróleo, ferro e carvão.

A geologia é importante para garantir a demanda mundial por energia, a construção de infraestrutura, o avanço da ciência e da tecnologia, a previsão e reação a desastres naturais e a sustentação do suprimento global de alimentos. Em suma, tudo na Terra está de alguma forma relacionado à geologia.

Embora as pessoas tenham estudado a Terra desde a Idade Média e além, a geologia não fez avanços significativos até o século XVIII, quando a comunidade científica começou a olhar para além da religião em busca de respostas para suas perguntas. Hoje, existem muitos geólogos impressionantes fazendo descobertas importantes o tempo todo. Sem os geólogos desta lista, no entanto, ainda poderíamos estar procurando por respostas entre as páginas de uma Bíblia. Confira nesse artigo algumas das mentes mais brilhantes da história da geologia, a ciência da Terra.

Georgius Agricola (1494-1555)

Georgius Agricola é considerado por muitoso “pai da mineralogia”. Agricola era originalmente um filólogo (uma pessoa que estuda textos e línguas antigas); depois, trabalhou na maior região mineira da Europa da época, perto de Joachimsthal, na Alemanha. Como resultado dessa experiência, ele produziu sete livros sobre geologia que prepararam o terreno para o desenvolvimento da geologia moderna dois séculos depois. Suas principais contribuições foram compilar tudo o que se sabia sobre mineração e fundição durante sua época e sugerir maneiras de classificar os minerais com base em suas propriedades observáveis, como dureza e cor. Seu trabalho pioneiro mais conhecido é o livro De re metallica libri XII, publicado em 1556. Este trabalho de 12 volumes é um estudo abrangente e sistemático e um guia metódico sobre todos os aspectos factuais e práticos disponíveis, que são de interesse para a mineração e  metalurgia, investigados e pesquisados ​​em seu ambiente natural por meio de observação direta. Inigualável em sua complexidade e precisão, serviu como a obra de referência padrão por dois séculos. Agricola se recusava a confiar em métodos obscuros por meio de considerações filosóficas e, em vez disso, submeteu seu trabalho aos princípios estritos do método científico moderno, séculos antes de seu tempo. Seu trabalho acadêmico inovador e abrangente, baseado em métodos novos e precisos de produção e controle, é notável e lhe rendeu admiração internacional até hoje.

Nicolau Steno (1638-1686)

Até o final do século XVIII, a ciência ainda era muito influenciada pela religião e havia a crença de que a Terra era jovem, com não mais do que 6000 anos de história. Não só as estimativas de idade da Terra eram influenciadas pela Bíblia, mas também os fósseis eram interpretados com base nas escrituras. Somente a partir dos estudos de cientistas que não se contentavam com essas explicações simplistas sobre os fósseis que esse cenário começou a se modificar. Um dos primeiros cientistas a se opor à igreja em defesa da geologia foi Nicolau Steno, o “pai da estratigrafia”, ramo da geologia que estuda os estratos ou camadas de rochas, buscando determinar os processos e eventos que as formaram. Ele determinou que as chamadas “pedras da língua” vendidas na ilha de Malta como amuletos da sorte eram, na verdade, dentes fossilizados de tubarão. Steno também desenvolveu o que é chamado de lei de Steno, ou princípio da superposição. Essa lei diz que, em qualquer camada de rocha, as rochas do fundo são formadas primeiro e são as mais antigas. Ele também propôs dois outros princípios: que as camadas de rocha são inicialmente formadas horizontalmente  (lei da horizontalidade original), e que cada afloramento rochoso em que apenas as bordas são expostas pode ser explicado por algum processo, como erosão ou terremotos (de lei da estratificação oculta). Todos esses princípios são amplamente considerados verdadeiros hoje. Não só os feitos científicos de Steno foram notáveis, como também a sua piedade e virtude o fizeram ser beatificado pelo papa João Paulo II em 1987. Santo ou cientista, Nicolau Steno foi um dos maiores da história da geologia.

James Hutton (1726-1797)

James Hutton é considerado por muitos como o pai da geologia moderna. Ele estudou medicina e química em toda a Europa antes de se tornar fazendeiro no início da década de 1750. Na qualidade de fazendeiro, ele observou constantemente a terra ao seu redor e como ela reagia às forças erosivas do vento e da água. Por meio do estudo racional das características do litoral e da paisagem de suas terras baixas escocesas nativas, Hutton desenvolveu a teoria de que as características geológicas não eram estáticas, mas sofreram uma transformação perpétua durante longos períodos de tempo. Ele argumentou que a Terra não poderia ser jovem e adiantou a ideia de que sua história remota pode ser inferida a partir de evidências nas rochas atuais. Ele foi, portanto, um dos primeiros proponentes do que veio mais tarde a ser chamado de uniformitarismo, a ciência que explica as características da crosta terrestre por meio de processos naturais em uma longa escala de tempo geológico. A ideia de uniformitarismo foi popularizada por Charles Lyell anos depois e inspirou Darwin a desenvolver sua teoria da evolução. Embora Darwin tenha visto essas ideias pela primeira vez ao ler o livro de Lyell, foram as ideias de Hutton que indiretamente influenciaram Darwin quando ele surgiu com a ideia da seleção natural.  Hutton também era um seguidor ávido do plutonismo e autor de Teoria da Terra, um livro que enfatizava vários fundamentos da geologia, incluindo que a Terra tinha mais de 6000 anos e que o calor subterrâneo criando material metamórfico é um processo tão importante quanto a formação de rochas de sedimentos depositados debaixo d’água.

William Smith (1769-1839)

William Smith, conhecido por outros como “Strata Smith”, é conhecido como o pai da geologia inglesa e um dos maiores nomes da estratigrafia. Durante um trabalho em uma ilha de carvão chamada Somerset Coal, William Smith percebeu que as rochas estavam distribuídas em estratos. Ele já sabia que Nicolau Steno já havia determinado essas deposições. William ficou curioso, porque ao longo das enormes camadas existiam sulcos com algumas conchas. Ele nem imaginou que ele iria ser o criador de um modo de diferenciar as camadas geológicas e datar de modo relativo a idade da Terra. William também observou que diferentes camadas de rocha continham diferentes fósseis e usou esse fato para traçar estratos ao longo de centenas de quilômetros. Assim, ele começou a utilizar esses fósseis como um marcador natural de uma camada para outra. E através disso surgiu o método chamado de correlação estratigráfica. Smith não era apenas excepcionalmente observador, mas possuía o poder de integrar suas observações. Sua habilidade era tão grande que os geólogos ainda usam todas as técnicas que ele introduziu. O grande mapa geológico de Smith da Inglaterra e País de Gales definiu o estilo dos mapas geológicos modernos, e muitos dos nomes coloridos que ele aplicou aos estratos ainda estão em uso hoje. A fama que Smith alcançou em vida permanece intacta até hoje, e ele é universalmente admirado como o “fundador da estratigrafia”.

Charles Lyell (1797-1875)

Charles Lyell foi um dos geólogos mais influentes da história, um revolucionário em sua época por suas ideias radicais sobre a idade da Terra. Suas contribuições científicas incluíram uma explicação pioneira da mudança climática, na qual a mudança das fronteiras entre oceanos e continentes poderia ser usada para explicar variações de longo prazo na temperatura e na precipitação. Lyell também deu explicações influentes sobre terremotos e desenvolveu a teoria da “construção em retaguarda” gradual dos vulcões. Sua criação de um período separado para a história humana é amplamente citado como o fundamento para a discussão moderna do Antropoceno. Lyell também foi um defensor da ideia de James Hutton de uniformitarismo, e seu trabalho expandiu esses conceitos, contrastando com a então popular teoria do catastrofismo, defendida por Georges Cuvier. As ideias de Lyell influenciaram muito o desenvolvimento da teoria da evolução de Darwin. Ele teorizou que os processos geológicos que existiam no início dos tempos eram os mesmos que estavam acontecendo no presente e que funcionavam da mesma maneira, e acreditava que a Terra se desenvolveu por meio de uma série de mudanças lentas que se acumularam com o tempo. Darwin achava que era assim que a vida na Terra também mudava. Lyell era na verdade um bom amigo do capitão Robert FitzRoy, que pilotou o HMS Beagle quando Darwin navegou para as Ilhas Galápagos e para a América do Sul. FitzRoy apresentou Darwin às ideias de Lyell e Darwin estudou as teorias geológicas enquanto navegavam.

Louis Agassiz (1807-1873)

Louis Agassiz foi um geólogo e zoólogo que fez descobertas monumentais no campo da história natural. Ele é considerado por muitos o pai da glaciologia por ter sido o primeiro a propor o conceito de eras glaciais, períodos em que geleiras e mantos de gelo cobriam grande parte do hemisfério norte. Agassiz estudou com Georges Cuvier, que o influenciou e lançou sua carreira em zoologia e geologia. Ele passaria grande parte de sua carreira promovendo e defendendo o trabalho de Cuvier em geologia e classificação de animais. Agassiz anunciou sua ideia surpreendente de era glacial em um famoso discurso na Sociedade Suíça de Ciências Naturais em 1837. Mais tarde mudou-se para os Estados Unidos, onde foi uma força dominante nas áreas de geologia e zoologia até sua morte. Em Harvard, fez vastas contribuições institucionais e científicas para zoologia, geologia e áreas relacionadas, incluindo a escrita de livros de pesquisa em vários volumes com milhares de páginas. Na zoologia, é particularmente conhecido por suas contribuições para a classificação ictiológica, incluindo espécies extintas como o megalodonte. Enigmaticamente, era um criacionista ferrenho e oponente da teoria da evolução de Darwin. Sua reputação é frequentemente questionada por isso. Ele também foi um dos promotores e principais defensores do racismo científico no século XIX. Por causa disso, as homenagens a ele sempre são questionadas e seu legado continua controverso.

Alfred Wegener (1880-1930)

Alfred Wegener foi um geofísico e um notável explorador polar e meteorologista, pioneiro no uso de balões meteorológicos no rastreamento da circulação de ar. No início do século XX, ele notou que a costa leste da América do Sul e a costa noroeste da África pareciam ter estado conectadas, encontrando vários documentos científicos afirmando que haviam fósseis idênticos de plantas e animais em cada um desses continentes. Ele acabou articulando a ideia de que todos os continentes da Terra já estiveram conectados ao mesmo tempo em um grande supercontinente chamado Pangea (que significa ”todas as terras em grego”), e apresentou essa ideia na sua obra A Origem dos Continentes e Oceanos. Wegener também criou a teoria da deriva continental, para explicar como os continentes se aproximaram e se distanciaram ao longo da história da Terra. Durante a maior parte de sua vida, ele permaneceu dedicado a defender suas ideias, apesar de receber duras críticas de outros cientistas. Na época de sua morte em 1930, elas foram quase inteiramente rejeitadas pela comunidade científica. Foi só na década de 1960 que ganharam credibilidade, quando os cientistas começaram a estudar a expansão do fundo do mar e as placas tectônicas. As ideias de Wegener serviram de base para esses estudos, que produziram evidências que apoiaram suas teorias. O desenvolvimento do GPS em 1978 eliminou qualquer dúvida residual ao fornecer evidências diretas de movimentos continentais. Hoje, as ideias de Wegener são altamente consideradas pela comunidade científica e suas expedições polares na Groelândia também são altamente admiradas. Uma cratera na Lua e uma cratera em Marte são ambas nomeadas em homenagem a Wegener.

Inge Lehmann (1888-1993)

Inge Lehmann, uma sismóloga dinamarquesa, descobriu o núcleo da Terra e foi uma das principais autoridades no manto superior. Ela cresceu em Copenhagen e frequentou um colégio que oferecia oportunidades educacionais iguais para homens e mulheres – uma ideia progressista na época. Mais tarde, ela estudou e obteve diplomas em matemática e ciências e foi nomeada geodesista estadual e chefe do departamento de sismologia do Instituto Geodésico da Dinamarca em 1928. Lehmann começou a estudar como as ondas sísmicas se comportavam à medida que se moviam pelo interior da Terra e concluiu que a Terra deve ter um núcleo interno sólido e um núcleo externo derretido para produzir ondas sísmicas que correspondam às medições. Em 1936, ela publicou um artigo baseado em suas descobertas. Seu artigo propôs um modelo de três camadas do interior da Terra, com um núcleo interno, um núcleo externo e um manto. Antes das descobertas de Lehmann, os sismólogos acreditavam que o núcleo da Terra era uma única esfera derretida, sendo incapazes, no entanto, de explicar medidas cuidadosas de ondas sísmicas de terremotos, que eram inconsistentes com essa ideia. Outros sismólogos testaram e aceitaram a explicação de Lehmann, e ela foi verificada posteriormente em 1970 com avanços na sismografia. Inge recebeu a medalha Bowie, a maior homenagem da American Geophysical Union, em 1971. Ela também foi uma das mulheres cientistas mais longevas da história da humanidade, tendo vivido por mais de 104 anos.

Beno Gutenberg (1889-1960)

Charles Richter (1900-1985)

No estudo dos desastres naturais — sejam eles tornados, furacões, nevascas ou idas ao shopping em véspera de Natal —, a magnitude de um evento é vital para compreender sua duração e frequência. Furacões e tornados são medidos em classes, enquanto nevascas são demarcadas em classes de Killstorm. Terremotos, por outro lado, são medidos por um sistema conhecido como escala Richter. A escala Richter foi desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e Beno Gutenberg, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. A escala surgiu para medir não tão somente a magnitude dos terremotos, mas também para comparar suas intensidades entre si, conferindo uma noção relativa da força de um abalo sísmico em relação a outro. Assim, tremores muito fracos possuem um grau menor e aqueles mais evidentes possuem uma graduação maior. A escala Richter, por definição, é uma escala logarítmica. Isso quer dizer, por exemplo, que um tremor de intensidade cinco é 10 vezes mais forte que um de escala quatro e, consequentemente, 100 vezes mais forte que um de nível três. Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores, a pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já testada pelo homem. No nível 10, a energia gerada seria parecida com a da explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. O maior terremoto já registrado ocorreu no Chile em 1960, com uma magnitude de 9,5 graus na escala Richter, provocando inúmeros feridos e cerca de dois mil mortos. Nessa ocasião, houve um ponto de ruptura nas placas tectônicas de cerca de 1000 km de extensão, com uma quantidade de energia liberada tão grande que a Usina de Itaipu levaria quatro anos para produzir um valor correspondente.

Harry Hess (1906-1969)

John Tuzo Wilson (1908-1993)

Robert Dietz (1914-1995)

A teoria da Deriva Continental de Alfred Wegener só ganhou força com o desenvolvimento do sonar durante a Segunda Guerra Mundial, possibilitando os estudos de exploração e mapeamento do assoalho oceânico. No início da década de 1960, Harry Hess e Robert Dietz propuseram, a partir desses estudos, que a crosta separa-se ao longo de riftes nas dorsais meso-oceânicas e que o novo fundo oceânico forma-se pela ascensão de uma nova crosta quente nessas fraturas, ou seja, as estruturas do fundo oceânico estariam relacionadas a processos de convecção no manto. O novo assoalho oceânico – na verdade, o topo da nova litosfera criada – expande-se lateralmente a partir do rifte e é substituído por uma crosta ainda mais nova, num processo contínuo de formação de placa. Em 1965, John Tuzo Wilson descreveu, pela primeira vez, a tectônica em torno do globo em termos de “placas” rígidas movendo-se sobre a superfície terrestre, propondo um ciclo de surgimento e destruição da crosta oceânica que foi denominado de Ciclo de Wilson. Os elementos básicos da teoria da tectônica de placas foram estabelecidos ao final de 1968. Por volta de 1970, as evidências da tectônica de placas tornaram-se tão persuasivas, devido a sua abundância, que quase todos os geocientistas adotaram-na. Hess, Dietz e Wilson elevaram Wegener à categoria de um dos cientistas mais importantes da história uma vez que a Tectônica de Placas explica e complementa a Deriva dos Continentes ao tratar dos mecanismos internos da Terra (as correntes de convecção do magma) que provocam os movimentos da crosta terrestre.

Marie Tharp (1920-2006) e Bruce Heezen (1924-1977)

Marie Tharp e Bruce Heezen são os responsáveis pela produção de um dos primeiros mapas abrangentes do fundo oceânico. Com os investimentos maciços durante a Guerra Fria para estudos que explorassem o fundo do oceano, Bruce e Tharp estabeleceram uma parceria que se estenderia para o resto de suas vidas. Por ser mulher, não era permitido que Marie fosse a campo fazer coleta de dados (porque traria má sorte à pesquisa). Assim, Heezen partia por expedições em navios e mandava as informações de sondagens obtidas para Tharp. Durante os 5 anos da expedição que Heezen ficou em campo, Tharp fez cálculos e transformou os dados que recebeu em desenhos, demarcando as fissuras e cicatrizes presentes no fundo do oceano. Plotando os dados sobre o mapa, Marie surpreendeu-se ao perceber, ao longo de todo o Atlântico Norte, a ocorrência de cadeias de montanhas submarinas cortadas longitudinalmente por um sulco, semelhante ao Vale do Rifte existente na África. Era a descoberta da dorsal mesoatlântica. A explicação para a existência de tal formação geológica envolvia o conceito de que os continentes se movimentariam sobre a superfície da Terra, uma ideia criada pelo meteorologista Alfred Wegener considerada à época uma “heresia científica”. Com o surgimento de mais dados científicos, a descoberta de Tharp e Heezen foi sendo cada vez mais aceita e foi um dos suportes para que mais tarde fosse desenvolvida a Teoria da Tectônica de Placas.

Eugene Shoemaker (1928-1997)

Um número suficiente de seres humanos já andou na Lua, mas, até o momento, o falecido geólogo e astrônomo Eugene Shoemaker é a única pessoa cujos restos mortais foram enviados à Lua. Muitas pessoas provavelmente reconhecerão o nome Shoemaker do famoso cometa Shoemaker-Levy 9, que se quebrou em fragmentos quando impactou Júpiter em 1994. A descoberta do cometa, que Shoemaker descobriu com sua esposa Carolyn e seu colega David Levy, foi notável, porque marcava a primeira vez que os humanos foram capazes de testemunhar uma colisão planetária em primeira mão. Shoemaker teve uma carreira célebre combinando a geologia com aplicações mais astronômicas, ajudando a criar o campo da ciência planetária. Ele estudou várias crateras aqui na Terra e, no início dos anos 1960, fundou o Programa de Pesquisa Astrogeológica dentro do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Shoemaker usou seu conhecimento para treinar vários astronautas da missão Apollo sobre o que eles poderiam encontrar na superfície da Lua, em termos de terreno. Sua vida fascinante teve um fim abrupto em 1997, quando ele morreu em um acidente de carro na Austrália. Mas mesmo na morte, sua jornada estava longe de terminar. Em 1999, algumas de suas cinzas foram carregadas para a Lua pela sonda espacial Lunar Prospector em uma cápsula projetada por Carolyn Porco. A missão terminou quando a NASA deliberadamente derrubou a nave na superfície da lua, levando Shoemaker com ela, e fazendo dele a primeira e única pessoa a ser enterrada em qualquer corpo celeste fora da Terra. Não poderia haver homenagem melhor ao lendário geólogo planetário que disse que seu maior sonho não realizado era ir à Lua.

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*Charles Richter e Beno Gutenberg compartilham a mesma posição e biografia na lista por dividirem historicamente o crédito pela descoberta da escala Richter.

**Harry Hess, John Tuzo Wilson e Robert Dietz compartilham a mesma posição e biografia na lista por dividirem historicamente o crédito pela descoberta da Teoria da Tectônica de Placas, que revolucionou o entendimento da deriva continental.

**Marie Tharp e Bruce Heezen compartilham a mesma posição e biografia na lista por dividirem historicamente o crédito pela descoberta da dorsal mesoatlântica e pelo mapeamento do fundo oceânico, que revolucionou o entendimento da deriva continental.